Produtores do Vale do São Francisco temem colapso na produção de frutas em 2022

Produtores do Vale do São Francisco, no Nordeste do Brasil, temem um colapso no setor de fruticultura com prejuízos estimados em R$ 80 milhões por força das chuvas constantes na região, de dezembro do ano passado até abril deste ano, do aumento dos insumos agrícolas, do frete marítimo (mais de 60% de aumento) e aéreo, alertando para um quadro sem paralelo nos últimos 15 anos.



A fruticultura é a maior fonte de renda da região que engloba Pernambuco e Bahia, com mais de 2 mil fruticultores que dependem diretamente da atividade, que vem sofrendo também com a falta de energia elétrica nos periodos mais intensos das chuvas.

Outro ponto destacado pelos produtores rurais é o aumento da folha de pagamento dos trabalhadores, estimados em 100 mil direta e indiretamente envolvidos no setor da fruticultura, cujos reajustes ultrapassam 11%.

A maior preocupação está centrada nas culturas de uvas e mangas, responsáveis respectivamente por 99,9 e 96 por cento das exportações de frutas in natura do Brasil, para os mercados dos Estados Unidos, Europa, Canadá e países do Mercosul, principalmente Argentina e Chile, cuja movimentação estimada é de R$ 2,21 bilhões.

Em 2021 o volume de exportações no Vale do São Francisco atingiu 245 mil toneladas, sendo o Brasil o terceiro maior produtor de frutas do mundo.






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